segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ser ou não ser, eis a questão

Todos temos a noção de que levamos toda a nossa vida em busca de ser. De ser feliz, de ser saudável, de ser rico …… Esta busca incansável de atingir algo que está sempre no horizonte pode por vezes fazer-nos desviar do essencial e lançar-nos num labirinto, ou pode orientar-nos num rumo certo com o intuito de atingir os nossos objectivos. O Homem, tem de facto este condão de querer ser sempre mais, mas o grande problema da nossa sociedade prende-se com a necessidade de para tal ser quase inevitável esquecer alguns dos princípios básicos da convivência social, para não dizer da educação de cada um. Esta é por certo uma das mais difíceis decisões que certamente o leitor já tomou, quer in ou conscientemente, não olhar a meios para atingir os fins. Este é o sinal da falta de princípios da nossa sociedade onde impera a hipocrisia e a falta de escrúpulos. Muitos são os que o fazem naturalmente sem dificuldade, sem dar espaço a remorsos tratando-se de uma atitude banal na sua acção continua. Urge reflectir sobre o posicionamento na sociedade e dos limites que cada um deve ter na sua acção e quais as consequências dessas mesmas acções. Assim, basicamente o que vos proponho hoje é uma reflexão sobre as ambições de cada um de vós e o caminho que estão a trilhar para cumprir com as expectativas. Quais os obstáculos a ultrapassar e quais as formas de o fazer. Todos temos o direito de querer e de ser felizes e de lutar por isso, para que no fim nos possamos sentir realizados. No entanto, não devemos e não podemos usurpar, interferir ou até violar a esfera particular de cada um, apenas porque queremos concretizar os nossos objectivos. É altura de facto de reflectir, mas essencialmente de agir e saber interpretar as regras básicas de convivência social e respeitar os outros como queremos que nos respeitem a nós. O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira In diário de Leiria, 21 de Agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O balanço e as prioridades

Neste mês de agosto onde o sol nos presenteia com raios iluminados e quentes atrevo me a sugerir que percorram os labirintos da vossa memória numa viagem introspectiva de mais um ano de vida e de trabalho, onde a felicidade ou a falta dela, a alegria e tristeza tiveram por certo os seus momentos, não fossem estes elementos essenciais na nossa vida. Faço esta sugestão a quem numa qualquer praia ou local aprazível tenha a oportunidade de me estar a ler. São tantos os momentos que passamos e que não temos tempo de os analisar, a sociedade vive num ritmo alucinante que não dá espaço à reflexão, nunca temos tempo a perder e é geralmente nas férias que em repouso conseguimos serenamente parar e pensar…. É este o momento que vos proponho, se não vejamos, quantas vezes tiveram a atenção devida com os vossos familiares mais chegados, um carinho, uma presença um telefonema. Lembram-se da última vez que falaram com os vossos primos, tios ou avós? E a ultima vez que levaram por exemplo os vossos afilhados a comer um gelado? Estes são só alguns exemplos que para uns podem ser estapafúrdios mas que para outros tenho a certeza que se identificaram e estão neste momento a pensar vou ligar já e dizer um olá……. Nunca se esqueçam que um dos grandes pilares da nossa vida são as nossas famílias desde os que estão mais próximos até aqueles que não estando perto têm orgulho extremo de ser parte integrante destas. A nossa capacidade cognitiva de saber interpretar os sinais de outros seres semelhantes a nós, deve permitir também discernir que todos nós recebemos e emitimos diariamente esses sinais e devemos ter sempre as nossas “antenas” em alerta para sabermos receber e descodificar os mesmos. Assim, espero que este momento de reflexão que vos propus tenha contribuído de alguma forma para recentrar as prioridades que cada um deve ter na coesão familiar. O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira in diário de Leiria, 7 de Agosto de 2015