sábado, 29 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
O que esperam hoje os cidadãos dos políticos portugueses?
Esta é a reflexão a que me proponho neste fim de verão e perto da reentré política.
A duvida que me assola é: será que os cidadãos confiam nos seu políticos? Bom, em primeiro lugar espero e tenho a certeza que sim, no entanto, há que aferir os níveis de satisfação.
Existem hoje formas de participação cívica na vida democrática, os orçamentos participativos nas autarquias são um exemplo claro dessa via.
Esta opção apresenta-se nos dias de hoje como uma solução para a aproximação dos munícipes ao poder político, tendo por base a tomada de posições concertada com as expectativas quem de uma forma diferente olha para o desenvolvimento de um concelho e é capaz de priorizar opções diferentes e muitas vezes correctas.
A democracia evoluiu assim para um estádio diferente em que todos podem participar, e cada um da forma que mais aprecia, desde que seja com a responsabilidade necessária que estas materias exigem.
Aqui volto a questionar: será esta a expectativa de um cidadão? Ou haverá mais alguma via para de uma vez por todas aproximar os eleitos dos eleitores?
Eu sei que de um político se espera que seja honesto, que saiba honrar a sua função mas acrescento que seja proactivo, já não há espaço para políticos reactivos que adormecem na esperança de que as soluções venham até eles.
De um político se espera que saiba gerir os dinheiros públicos com parcimónia, que saiba aplicar correctamente a receita da colecta dos impostos que sobrecarrega os contribuintes, e esta é uma pedra basilar de um principio fundamental da gestão publica.
Um político para o futuro manterá certamente uma grande proximidade ao seu eleitor, mas terá de ter uma atitude diferente que imprima uma dinâmica forte e uma busca constante de soluções para garantir a qualidade de vida de quem a procura de uma forma incessante. Terá que ser um portador de esperança e de confiança para que o nosso sistema democrático se mantenha firme e capaz de se autoregenerar.
A expectativa de um eleitor será então idêntica à do eleito, ambos em busca de soluções, em parceria e com a capacidade de olhar para o futuro de uma forma inteligente e participativa.
Assim tenho quase a certeza que a expectativa dos cidadãos em relação aos políticos estará mais perto da realidade e da concretizacao dos seus anseios.
Hugo Oliveira
Vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Director do Gabinete de Estudos e Edições do Instituto Fontes Pereira de Melo
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
As expectativas de um Munícipe num modelo autárquico com o fim anunciado
Ao longo das décadas as expectativas e necessidades dos munícipes em cada concelho sofreram transformações próprias da evolução da sociedade em que vivemos, fruto por um lado da concretização dessas mesmas necessidades ou por outro por falta delas. No entanto, vivemos tempos conturbados e de verdadeira mudança de mentalidades e urge uma súbita mudança de atitude perante um modelo autárquico com o fim anunciado.
Conhecidas que são as dificuldades na grande maioria dos municípios em encarar o futuro com a engenharia financeira capaz de fazer frente às dificuldades bem patentes, coloca-nos a seguinte questão: Estará esgotado o modelo autárquico vigente? Bom, eu diria que da forma que o conhecemos sim. Não restam muitas dúvidas que as fontes de receita que até ao momento existiram terão que ser substituídas por novas formas de captação dessas mesmas receitas de um modo inovador, criativo mas com a consciência de que não devem representar um aumento na carga fiscal, directa ou indirecta, dos munícipes.
Porém, aqui reside o cerne da questão, até onde está disponível ( e se puder) um munícipe a “contribuir” equitativamente por um lado para o bem estar social, mas por outro para ver concretizadas as suas expectativas e necessidades com o fim ultimo de obter qualidade de vida no seu concelho? O problema reside no modelo agora em fim de ciclo que enfatizou por vezes em demasia áreas prioritárias que hoje se verificam como sendo secundarias, em detrimento das verdadeiras necessidades que assolam e preocupam no dia a dia os munícipes.
É tempo de parar, é tempo de parar para pensar e preconizar os novos tempos de maior concertação entre o pensamento e a atitude.
É tempo de clarificar a função do poder autárquico, é tempo de identificar o papel dos protagonistas quer dos cidadãos quer dos políticos.
Em suma é tempo de reflexão mas essencialmente de atitude e de preseverança a trilhar o novo caminho do poder autárquico.
Hugo Oliveira
Vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Director do Gabinete de Estudos e Edições do Instituto Fontes Pereira de Melo
sábado, 4 de agosto de 2012
Jovens até que idade?!
Os fossos geracionais estão desde sempre associados e por vezes na origem de confrontos de ideias, ambições, sonhos e visões. São vários os sectores onde nos deparamos com diferentes bitolas. É-se jovem agricultor até haver subsídios e terras por lavrar cujas principais colheitas são jipes e veículos de alta cilindrada; É-se jovem para adquirir capacidade jurídica aos 16 anos e aos 14 para alguns crimes é-se imputável; para efeitos de estruturas partidárias aos 30 deixa-se de se pertencer às suas juventudes. Podiam ser multiplicados os exemplos, mas o que me mais me choca são as mentalidades. Assistir às amarras e resistências dos mais experientes e às partilhas de sabedorias e visões: com 30 anos é-se velho para o mercado de trabalho, mas assiste-se a ofertas de emprego onde se exige anos de experiência profissional aliada à flor dos 20 anos de idade. A recorrência com que se assiste defender que para determinadas funções, nomeadamente, de cariz público a pessoa é considerada inexperiente mesmo com 40 anos de idade apesar de ter exercido actividades durante 15 ou 20 anos de serviço em áreas afins e de ter acumulado experiência no sector, faz-me pensar que País é este!
Nos países mais desenvolvidos como os Estados Unidos procuram-se os advogados mais jovens e ambiciosos, procuram-se os arquitectos, os engenheiros mais jovens com novas tendências e visões de futuro para projectar as cidades, mas em Portugal continua o pensamento do "velho do restelo" e apregoa-se que o advogado tem que ser velho, o arquitecto tem que ter já muita idade e ter projectado muito e o engenheiro tem que ser muito experiente. Ora, o resultado está a vista: um País pequeno com um pensamento ainda mais pequeno e uma dívida enorme.
Para que conste, a idade pode até ser um posto mas por certo que deveria ser antes um farol para quem quer aprender o pudesse seguir.
Desenganem-se aqueles que julgam que a idade não passa por todos e lembro ainda que o "Homem" como animal social que é, se esquece facilmente que a idade passa mas que o pensamento pode e deve acompanhar a evolução da sociedade.
Bem hajam aqueles que para além de verem nos jovens a esperança, não ficam pelas palavras e os apoiam, porque assim estão por certo a contribuir decisivamente para o desenvolvimento do País.
Hugo Oliveira
Vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,
Director do Gabinete de Estudos e Edições do Instituto Fontes Pereira de Melo
Subscrever:
Mensagens (Atom)
