sexta-feira, 24 de julho de 2015

BLOGGERS

O surgimento dos “bloggers” geraram um fenómeno interessante de democracia dos meios de comunicação. Hoje a uma distancia de um click está a possibilidade de nos fazermos ouvir,ou diria antes de nos poderem ler. A forma como por vezes atras de anonimato, por outras criando uma “marca de um blog” é possível explanar ideias, criar reflexões e até provocar indignações permite ao “ comum dos mortais” leia-se “Blogger” ter à sua disposição um espaço que outrora era exclusivo da comunicação social. Mas será correcto dizer que estes procuram espaço para reconhecimento do seu pensamento, ou actividade que permita um upgrade à sua vida ou à sua posição na sociedade? Por certo que como em todas as coisas da vida há quem assim pense e até se mova por esse facto. Mas creio que a grande maioria dos Bloggers que têm sucesso, e este mede-se pelo número de visitas diárias e pela capacidade de provocar interacção nos posts de resposta ou comentário, o faz com uma clara e genuína intenção de partilhar informação e conhecimento. Os “bloggers” ocupam hoje um papel de destaque na blogosfera e têm um espaço muito próprio e que não concorre com as redes sociais. São milhares os fidelizados que diariamente consultam um determinado blog e acompanham, interagem e criam laços de proximidade. Se estivermos atentos, muitos são já “Opinion Makers” uns por vezes com criticas vorazes outras com contributos para a vida quotidiana mas com um ponto comum estarem à distância de um toque em qualquer meio tecnológico com browser. Por ultimo se me permitem um conselho, percam um pouco do vosso tempo e nestas férias “naveguem” no espaço virtual e por certo que encontrarão blogs fantásticos que vos vão fazer sorrir e provavelmente até tornar seguidor de alguns. O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira In diário de Leiria,24 de Julho de 2015

Bloggers

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A importância das pessoas na construção de cidade


 

 

Num contexto de desenvolvimento urbano sustentável as cidades evoluem hoje num processo de participação activa, dando espaço a debate de ideias e contributos para a melhoria da condição de vida nas mesmas.

Os processos de discussão publica de projectos, planos e afins devem permitir que cada cidadão participe e dê a sua opinião, no entanto há necessidade que estes pensem global com uma visão para além do seu espaço de conforto, ou seja, a sua abrangência espacial.

Na construção da pólis as pessoas importam e importam muito, senão vejamos, quem usufruí dos espaços, quem se apropria dele, e o transforma com vivencia diferenciada e caracterizadora da urbe, as pessoas, que têm que olhar para estes processos num contexto de construção de cidade com orgulho, reconhecimento e perseverança.

Que desafios se colocam a quem tem a responsabilidade de governança nas cidades neste contexto? 

Uma clara e inequívoca sintonia com as reais expectativas dos cidadãos e as estratégias territoriais potenciadoras de desenvolvimento, numa perspectiva assertiva de optimização de recursos sociais, patrimoniais,turísticos e economicos. 

Só assim poderemos construir cidade de uma forma participada, responsável e assumidamente com bases solidas onde as pessoas estão e são o centro das preocupações

A partilha de responsabilidades deve ser entendida como um caminho com dois sentidos onde com mais ou menos intervenção todos temos de arrepiar caminho na interpretação do papel que queremos ter no espaço onde vivemos e ou trabalhamos.

Por esta razão e cada um com o seu papel e contribuindo para uma intervenção planeada é possível fortalecer as comunidades locais dando espaçà criatividade como alavanca do processo em si mesmo.

Os direitos e os deveres estão consagrados mas devem ser assumidos de uma forma em que fique evidenciada a postura de quem os quer exercer sem que os mesmos se sobreponham, confundam ou até mesmo se atropelem. 

A base pode e deve ser o conhecimento mas o equilíbrio da experiência de ser tido em conta para apoiar os processos de participação das pessoas na construção de cidade. 

 

 

O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família

Hugo Oliveira


IN diário de Leíria, 10 julho de 2015

À importância das pessoas na construção de cidade

quinta-feira, 9 de julho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os Santos Populares

Falar dos Santos populares em Portugal é falar de Santo António, São João e São Pedro. De facto é nas duas maiores cidades Lisboa e Porto onde os Santos são os verdadeiros “reis” da festa, no entanto por todo o País se replicam festas dos santos populares tal como acontece no Bairro dos Anjos em Leiria. São milhares de pessoas em todo o País, em todos o recantos, que anualmente oferecem do seu tempo para preparar as vestes, as coreografias e as festas. O mês de junho é o mês de Portugal, temos o 10 de Junho e temos o País em festa popular. As caracteristicas de cada aldeia, vila ou cidade dão um colorido diverso mas também formas diferentes de viver os santos. Se em Lisboa tal como em outros locais os bairros assumem um papel de representação com as suas animadas marchas tendo no manjerico o símbolo da festa, já mais a norte no Porto entre outros locais com o mesmo espirito bairrista aparecem os martelinhos e o alho porro e a mesma festa pelas ruas. O povo sai à rua, o povo diverte-se e nestas noites opta, e bem, por se abstrair da “vida” para sentir o espirito dos Santos Populares. Cada Santo ocupa um lugar na história na interpretação e na medida da crença de cada um, e até a reivindicação como sendo o seu Santo é uma prerrogativa de muitas aldeias, vilas ou cidades. Em Leiria podia até falar de Santo Agostinho, mas para falar do distrito prefiro falar daqueles que devem ser os santos dos dias de hoje, os “Santos do Distrito”. Diariamente no nosso distrito milhares de pessoas trabalham em auxilio de outros tantos em instituições que assumem um papel crucial na nossa sociedade, as IPSS. As Instituições Particulares de Solidariedade Social, aliadas a tantas outras associações de apoio social ocupam hoje um lugar na nossa história moderna como o garante do equilíbrio social numa sociedade tão descaracterizada. É por este motivo que me atrevo hoje a eleger como os “Santos de Distrito” todos aqueles que de uma forma ou de outra dão o seu contributo para esta “vaga” permanente de solidariedade. Viva os Santos populares e viva os “Santos do Distrito” in diário de Leiria, 26 de Junho de 2015 O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira