segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os Santos Populares

Falar dos Santos populares em Portugal é falar de Santo António, São João e São Pedro. De facto é nas duas maiores cidades Lisboa e Porto onde os Santos são os verdadeiros “reis” da festa, no entanto por todo o País se replicam festas dos santos populares tal como acontece no Bairro dos Anjos em Leiria. São milhares de pessoas em todo o País, em todos o recantos, que anualmente oferecem do seu tempo para preparar as vestes, as coreografias e as festas. O mês de junho é o mês de Portugal, temos o 10 de Junho e temos o País em festa popular. As caracteristicas de cada aldeia, vila ou cidade dão um colorido diverso mas também formas diferentes de viver os santos. Se em Lisboa tal como em outros locais os bairros assumem um papel de representação com as suas animadas marchas tendo no manjerico o símbolo da festa, já mais a norte no Porto entre outros locais com o mesmo espirito bairrista aparecem os martelinhos e o alho porro e a mesma festa pelas ruas. O povo sai à rua, o povo diverte-se e nestas noites opta, e bem, por se abstrair da “vida” para sentir o espirito dos Santos Populares. Cada Santo ocupa um lugar na história na interpretação e na medida da crença de cada um, e até a reivindicação como sendo o seu Santo é uma prerrogativa de muitas aldeias, vilas ou cidades. Em Leiria podia até falar de Santo Agostinho, mas para falar do distrito prefiro falar daqueles que devem ser os santos dos dias de hoje, os “Santos do Distrito”. Diariamente no nosso distrito milhares de pessoas trabalham em auxilio de outros tantos em instituições que assumem um papel crucial na nossa sociedade, as IPSS. As Instituições Particulares de Solidariedade Social, aliadas a tantas outras associações de apoio social ocupam hoje um lugar na nossa história moderna como o garante do equilíbrio social numa sociedade tão descaracterizada. É por este motivo que me atrevo hoje a eleger como os “Santos de Distrito” todos aqueles que de uma forma ou de outra dão o seu contributo para esta “vaga” permanente de solidariedade. Viva os Santos populares e viva os “Santos do Distrito” in diário de Leiria, 26 de Junho de 2015 O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Lusofonia: Uma prioridade

Quando os Portugueses partiram à descoberta do Mundo tinham apenas uma certeza a convicção de que iriam encontrar algo que vislumbravam no horizonte que trazia isso sim uma quantidade abesbilica de dificuldades e maravilhas até então nunca vistas. Mais de quinhentos anos volvidos e com todas as transformações socio-economicas sentidas impõe-se a necessidade de repensar a forma de estreitar as ligações entre os povos lusófonos. De facto, factores economicos, pese a sua indiscutível importância não podem ser a única razão e fundamento na escolha de políticas de desenvolvimento. É primordial manter as tradições e costumes que nos distinguem enquanto sociedades. É esta diferença que nos une e nos leva à egrégora aumentando o espaço lusofono. O espaço lusófono é assim um terreno fértil para recentrar a política Portuguesa num ponto geoestratégico de desenvolvimento mundial liderando todo o espaço de uma forma integrada. Assim, a lusofonia deve ser entendida como uma prioridade que permita a todos os Países de língua oficial de expressão portuguesa concentrarem-se uma plataforma clara e objectiva com resultados nas economias dos mesmos. A educação é e deve ser a alavanca deste desenvolvimento, os Portugueses ao longo dos séculos sempre demonstraram ter a capacidade de assumir a responsabilidade de articular as energias necessárias para o ensino. É primordial que que os nossos jovens não percam a noção do que nos une a estes países, pelo que deve ser criado espaço no nosso sistema educativo, tal como acontece com a cidadania, ao ensinamento dos laços que nos unem na lusofonia. Entendo que há assim uma janela da oportunidade onde é essencial apostar na transmissão de conhecimentos da história e dos sentimentos e afectos que ligam os países lusófonos. A Lusofonia é o espaço e o tempo é agora. O Secretário Geral da CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família Hugo Oliveira in Diário de Leiria,12 de Junho de 2015